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O MARKETING DO MAU GOSTO E DA FALTA DE RESPEITO

Com quase quinze anos de experiência na área de marketing e tendo trabalhado em projetos para grandes marcas e de vários segmentos diferentes, nunca me vi envolvido em campanhas de caráter ou gosto duvidoso e ofensivo. Sempre prezei pela concorrência leal e principalmente criativa. Prova disso é que muitas vezes bati palmas para o trabalho de concorrentes e várias vezes pensei “queria ter criado esta campanha”. E isto sempre me deu muito orgulho em ser publicitário.
E justamente por isso, sempre assisti campanhas fracas com muito pesar e sempre fiquei imaginando como foram aprovadas pelos clientes, e pior, nem sei como as agências tiveram a cara de pau de oferecer a “brilhante” idéia para o cliente. Eu teria “limado” a idéia antes do layout.
Campanhas ruins sempre me deixam constrangido, principalmente quando pessoas próximas me dizem “isto é coisa dos seus colegas publicitários”…e por aí vai. Uma coisa é adequação ao público-alvo e pouca verba, a outra, é mau gosto mesmo. No começo, tentava defender que “o cliente muda tudo” e etc, mas atualmente eu também não economizo críticas pois é uma vergonha.
E por falar em vergonha, estou eu parado em um semáforo próximo da minha casa, quando percebo, (na verdade fiquei chocado) moças ridiculamente vestidas de Joaninhas - inclusive com anteninhas na cabeça - distribuindo folhetos de um empreendimento imobiliário.
O pior desta cena patética não é o fato de uma pessoa se submeter a isso por causa de dinheiro - que é muito pouco, diga-se de passagem - é o fato de alguém da área comercial ou do marketing, ter tido essa brilhante idéia.
Que as moças estavam se sentindo ridicularizadas e humilhadas, não precisa ser um gênio para imaginar, pois elas estavam visivelmente constrangidas e nem olhavam para os motoristas.
Uma coisa é tentar chamar a atenção em meio a tantas entregadoras de folhetos, outra coisa é fazer com que pessoas se submetam a este tipo de humilhação. Até porque, quem acha a roupinha bonitinha fica atrás de uma mesa grande em uma sala com ar condicionado. Se tivesse que vestí-la, seria muito diferente.
Como diria Bóris Casoy, isto é uma vergonha, e uma grande falta de respeito pelo próximo.

QUAL O FUTURO DO MARKETING?

Com este post, Kerla Xavier, estimulou o grupo “Profissionais de Marketing” no Linkedin. Como participo desta rede, aproveitei para refletir e escrever sobre o assunto.

Não sei se o termo marketing será modificado no futuro mas hoje o papel deste profissional (nós) já está diretamente relacionado às estratégias de “integração” do ATL com o BTL nos ambientes off line e on line.
No futuro, imagino que haverá uma integração total do PDV com o mundo on line, a comunicação in store será munida de tecnologia e conectada em tempo real aos ambientes virtuais.
Acredito na interação total das futuras redes sociais, que ainda irão aparecer, com os ambientes de negócios e todos os pontos de contato dos clientes tanto em locais privados quanto públicos.
Acredito que a informação ficará disponível em qualquer lugar e que todos estarão conectados: consumidores, meios de pagamento, fornecedores de toda cadeia produtiva e redes sociais, sem precisar de nenhum gadget.
Por isso, penso que o conhecimento de todas as ferramentas e as estratégias sobre como integrar tudo isso para comunicar, vender e construir marca serão papel do marketing, e a tecnologia será o meio, a plataforma.
Imagino que não haverá mais off line e on line. Tudo será uma coisa só. Penso que os departamentos de T.I e Marketing serão integrados configurando assim uma nova estrutura organizacional e processual dentro das empresas.
Se dá pra imaginar um futuro para o marketing, acho que esse é um cenário possível.

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