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YAKISOBA. O NOVO BIG MAC?

Recentemente assisti a uma palestra do Carlos Ferreirinha, especialista em mercados de luxo, a respeito do atual cenário e das tendências para o mercado de luxo no Brasil e no mundo.
Segundo Ferreirinha, a capital do luxo não é mais Buenos Aires, é São Paulo e as perspectivas para o Brasil são mais que animadoras.
Ele comentou também que os Estados Unidos, como já temos percebido nas últimas décadas, continuará perdendo sua influência no mundo e passará a gozar de um papel coadjuvante nas próximas décadas quando juntos assistiremos o crescimento impressionante da China.
Falar que a China está crescendo é redundante pois temos adquirido produtos chineses já não é de hoje e a taxa de crescimento anual do país é admirável.
Conversando com meu pai que viveu todas as crises econômicas desde que nasceu, em 1948, fiquei sabendo que “naquela época a China já era um tigre adormecido e que quando acordasse…”. Era o que diziam os especialista em política e economia a pelo menos 40 anos atrás.
Pois bem, o tigre acordou e está difícil competir com ele, até porque os subsídios do governo Chinês tornam as empresas chinesas fortes competidoras no mercado internacional.
Portanto, desenhar um cenário em que a China dominará todos os segmentos na área industrial, e em comodities, e não apenas com a produção em massa de produtos com qualidade duvidosa mas também nos mercados premium, assusta até o mais otimista dos ocidentais.
De qualquer forma, tenho dúvidas se a China conseguirá, assim como a França e depois EUA fizeram, impondo sua cultura, seu modo de agir, de ser, de vestir e de enxergar o mundo, por meio da propaganda, da moda, do cinema e principalmente pela atuação política e econômica.
Não acredito que um país possa “dominar” os mercados internacionais sem que sua cultura seja admirada. E para que isto aconteça, a China precisará criar marcas tão admiradas e desejadas quanto Apple, Microsoft, IBM, Intel, HP, Levi’s, Nike, GAP, All Star, Ferrari, Porsche, Audi, Volkswagen, Fiat, Peugeot, Warner, Sony, Disney, dentre tantas outras marcas de sucesso internacional.
Precisará deixar de copiar o design das marcas ocidentais para criar o seu próprio design.
Será preciso fazer com que as pessoas, em qualquer lugar do planeta queiram sair nas ruas vestidos como os chineses (?!), queiram lotar os cinemas para assistir um filme chinês (?!), queiram assistir o canal a cabo Chinês (?!), queiram aprender o idioma e lutar o Kung fu. Enfim, é preciso fazer do Yakisoba, o novo Big Mac (dois hamburgueres, alface, queijo, molho especial, cebola e picles num pão com gergelim).

(?!) alguém já viu ou ouviu falar?

A COMUNICAÇÃO NUNCA PRECISOU SER TÃO INTEGRADA

Uma empresa que atua, por exemplo, na fabricação e comercialização de produtos de limpeza para carros vai jogar dinheiro fora se apenas anunciar em revistas como Veja e Época e poderá ter um certo êxito se veicular em segmentadas como Quatro Rodas e Autoesporte, já que conseguirá transmitir sua mensagem para leitores aficionados por carros ou que estão em busca de informações sobre o assunto. Até aí nenhuma novidade. Aprende-se isto na primeira semana de aula do curso de Propaganda e Marketing.

Pois bem, ao invés de gastar um bom dinheiro em revista, jornal e tv, é possível e muito mais interessante, realizar um planejamento mais amplo e integrado prevendo os portais de vendas de carros na internet, comunidades sobre carros no Orkut, no Facebook, e ainda divulgar um audiovisual em um hotsite específico ou no Youtube mostrando passo-a-passo como aplicar o produto e obter o melhor resultado. Tudo isso integrado ao Twitter, ações via Bluetooth, ações no ponto de venda, participação em eventos e assessoria de imprensa.

Portanto, a bandeira que levanto diz respeito à integração pois quem utiliza apenas a mídia convencional fica na passividade e não gera experiência e interação. No entanto, quem cria uma estratégia integrando todos os meios tanto no ambiente off line quanto on line, sai na frente com maior chance de êxito.

Vamos aos fatos:

Quem tem mais chances de comprar? Alguém que vê um anúncio na revista ou na tv ou alguém que, além destes meios, pode também acessar o Youtube e ver passo a passo como é fácil aplicar o produto, podendo inclusive ler comentários de quem já utilizou?

Um planejamento integrado de comunicação potencializa os atributos dos produtos e alcança públicos mais relevantes e potenciais para o negócio.

Houve uma época em que muitas agências passaram a se intitular como “Agências de Comunicação Integrada” mas não passava de uma tentativa de oferecer um portfolio mais completo unindo ATL e BTL.

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