Artigos
Comentários

A ESTÉTICA DA PUBLICIDADE PARA A CLASSE D

Este tema surgiu nesta semana em um almoço com colegas de trabalho. Alguém comentou sobre um comercial de tv que havia assistido e achado “tosco” e pronto, a discussão estava aberta. Uns contra e outros a favor, e sem discutir a qualidade dos produtos, a questão central ficou na estética da publicidade, e se um comercial destinado às classes D e E precisa mesmo ter uma linguagem simplória ao extremo e uma estética quase bruta, mal acabada.

É certo que uma empresa que comercializa produtos para as classes D e E, independente de seu volume de vendas, pode muito bem fazer algo mais bem acabado sem necessariamente gastar mais. Além disso, não podemos confundir bom gosto com requinte pois a comunicação precisa alcançar e falar com o público certo. Sofisticar a comunicação pode gerar uma impressão errada do posicionamento da marca e afugentar este tipo de consumidor.

Também é certo que muitas vezes um jingle horrível ou um jargão deplorável “grudam” e passam a fazer parte da cultura de massa mas, nós, publicitários e profissionais de marketing temos um compromisso com a sociedade, e com a qualidade do que criamos, veiculamos e ativamos.

Então fica a reflexão:

Por que não criar algo melhor?

Por que subestimar e ofertar algo ruim?

Falta de verba? Não creio, pois existem agências de pequeno porte, muito criativas e que podem desenvolver coisas incríveis pelo mesmo investimento.

O bom senso agradece.

MOBILE MARKETING. MUITO ALÉM DO SMS

Estou em casa assistindo a um bom filme quando meu celular apita. Pego o controle remoto, “pause” no filme e vou checar a mensagem pois pode ser algo importante. Quando me dou conta é uma oferta imperdível. Evidentemente que, mesmo sendo publicitário, como consumidor eu me aborreço. Desligo o celular e volto para o meu filme.

O envio deste SMS é uma típica ação de mobile marketing, termo usado para definir campanhas de marketing destinadas aos dispositivos móveis.

Eu já vinha refletindo sobre esse assunto desde o tempo em que fazia parte do marketing da Vivo. Naquela época (2004-2007) ficava imaginando como essa ferramenta iria evoluir, convergir e etc. Pois bem, três anos se passaram e nesta semana resolvi escrever um pouco sobre isso motivado pela Cinthia Gordo Colasanti que sugeriu que eu abordasse esse tema no meu blog.

Como sou aficionado por tecnologia, venho testando, aderindo e acompanhando a criação e evolução dos gadgets e observado as boas e as más práticas nesta área.

Tenho aproveitado muito o avanço destas tecnologias e a convergência dos dispositivos em torno da internet. Hoje posso acessar tudo do meu celular ou notebook. Antes havia um grande problema de adequação, de interface. As páginas da internet abriam perfeitamente na tela do computador mas no celular não, os textos, as fotos, tudo ficava desconfigurado, demorava para abrir e muitas vezes nem abria. Posso abrir planilhas, apresentações e sincronizar tudo com o PC. Tudo muito fácil.

Portanto, as empresas que atuam nesta área estão trabalhando arduamente para nos oferecer ótimas soluções. No entanto, do ponto de vista do marketing e da publicidade, acredito que não devemos cometer os erros off line. Enviar SMS, assim como a mala-direta – mesmo com opt in – é invasivo e a taxa de retorno, mesmo tendo em vista o custo mais acessível que dos correios, é baixa. Além disso, acho pouco efetivo e principalmente pouco criativo - mesmo usando um bom teaser – fazer o usuário acessar a internet pelo celular para ter acesso a uma oferta ou conteúdo. Neste momento, a chance de que o usuário esteja pré-disposto a comprar é desconhecida, e na melhor das hipóteses, muito pequena. Prefiro ser abordado de outras formas.

Estou no shopping, já sou cliente da loja, quando me aproximo recebo um contato via Bluetooth sugerindo que eu veja suas novidades. É sensacional. Já estou no local, sou cliente e não preciso acessar a internet para saber do que se trata, ter que utilizar meu plano de dados e verificar que não me interessa. Neste caso, não tenho nenhum custo. Basta que eu aceite a sugestão e entre na loja. E por que não?

Uma boa idéia seria me oferecer ainda alguma oferta exclusiva bastando que eu informasse que recebi o contato via Bluetooth.

Isto sim é mobile marketing. E é convergência entre on line e off line, entre o celular e o PDV. E significa maior potencial de conversão de vendas, além de permitir a medição do ROI.

« Página Anterior - Próxima Página »