A ESTÉTICA DA PUBLICIDADE PARA A CLASSE D
Enviado em 5 de Abril de 2010
Publicado por admin
Este tema surgiu nesta semana em um almoço com colegas de trabalho. Alguém comentou sobre um comercial de tv que havia assistido e achado “tosco” e pronto, a discussão estava aberta. Uns contra e outros a favor, e sem discutir a qualidade dos produtos, a questão central ficou na estética da publicidade, e se um comercial destinado às classes D e E precisa mesmo ter uma linguagem simplória ao extremo e uma estética quase bruta, mal acabada.
É certo que uma empresa que comercializa produtos para as classes D e E, independente de seu volume de vendas, pode muito bem fazer algo mais bem acabado sem necessariamente gastar mais. Além disso, não podemos confundir bom gosto com requinte pois a comunicação precisa alcançar e falar com o público certo. Sofisticar a comunicação pode gerar uma impressão errada do posicionamento da marca e afugentar este tipo de consumidor.
Também é certo que muitas vezes um jingle horrível ou um jargão deplorável “grudam” e passam a fazer parte da cultura de massa mas, nós, publicitários e profissionais de marketing temos um compromisso com a sociedade, e com a qualidade do que criamos, veiculamos e ativamos.
Então fica a reflexão:
Por que não criar algo melhor?
Por que subestimar e ofertar algo ruim?
Falta de verba? Não creio, pois existem agências de pequeno porte, muito criativas e que podem desenvolver coisas incríveis pelo mesmo investimento.
O bom senso agradece.